Com dois jogos já realizados pela nossa seleção no World
Baseball Classic, só com uma combinação de resultados, no mínimo impossível,
garantiria a classificação do Brasil na próxima fase do campeonato.
Como na estréia contra o Japão, o Brasil mostrou um beisebol
competitivo contra a tradicional seleção de Cuba, número um no ranking da IBAF.
E, como na estréia, um momento de instabilidade no instante de acionar os
arremessadores reservas acabou custando a segunda derrota para a seleção cubana.
Na madrugada deste domingo, em Fukuoka (Japão), os cubanos venceram por
5 a 2 e praticamente eliminaram
os brasileiros do World Baseball Classic.
Contra o Japão faltou pouco, apenas cinco eliminações, para que
a nossa seleção atual marcasse de vez seu nome na história do beisebol mundial,
mas não deu. Depois de uma partida bastante aguerrida, em que construiu uma
vantagem de
3 a
2 até a oitava entrada, o Brasil não resistiu e acabou perdendo para o Japão na
sua estréia no Mundial de Beisebol. O bullpen cedeu três corridas na oitava
entrada e os atuais bicampeões mundiais anotaram três corridas para evitar uma
das maiores zebras da história do torneio vencendo a partida por
5 a 3.
Contra a seleção cubana, o Brasil teve problemas em conter o
ataque adversário quando se viu obrigado a trocar seus arremessadores. Na estréia,
Murilo Gouveia, principal reliever brasileiro, segurou bem o placar. Mas, sem
poder utilizá-lo contra Cuba pelo desgaste do dia anterior, o técnico Barry
Larkin foi obrigado a rodar o bullpen prematuramente. Foi o momento em que o
ataque cubano apareceu com força e abriu a vantagem, fazendo duas corridas na
quinta e depois mais três na sexta entrada. O Brasil até tentou esboçar uma reação
na sexta entrada fazendo duas corridas mas foi em vão.
Com essa segunda derrota, o Brasil depende de uma combinação
rara de resultados. Precisa vencer a China na terça, torcer para que o perdedor
de Japão X Cuba também perca para os chineses e que o vencedor de japoneses x
cubanos vençam a China. Isso provocaria um tríplice empate na segunda posição e
os brasileiros poderiam passar pelos critérios de desempate.
O cenário mais provável é que Japão e Cuba confirmem seus
favoritismos e fiquem com as duas vagas do grupo na segunda fase. Desse modo, o
Brasil X China da terça definiria o terceiro colocado na chave, que garante uma
vaga automática no WBC de 2017.
A China não é nenhuma "bicho-papão" do beisebol
mundial, para vocês terem uma idéia, eles ocupam a 18a colocação no ranking da
IBAF, duas posições abaixo do Brasil, e só tem um jogador atuando nas ligas
menores da Major e ainda estão ausente do seu principal jogador, o arremessador
Bruce Chen, quer dizer, a nossa seleção tem que respeitá-los, é claro, mas nada
de temê-los. Vamos com tudo para garantir a vitória e a vaga automática para o
próximo mundial.